A história completa da arquitetura brasileira desde os indigenas até os dias de hoje.

A arquitetura no Brasil, assim como a cultura, a gastronomia e outras características que marcam nossa identidade, recebeu a influência de vários países.

Tudo começou lá em 1500, quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil e já havia pessoas morando nesse “Novo Mundo”.

Afinal, não era uma terra deserta. Pelo contrário, índios já construíam suas moradas e desenvolviam sua própria arquitetura.

Mas os europeus trouxeram consigo seus estilos e passaram, desde então, a impor as práticas exercidas em seu continente.


História da arquitetura brasileira
Pintura que retrata o desembarque de Pedro Álvares Cabral em terras brasileiras (Oscar Pereira da Silva)

Só que mesmo que os estrangeiros quisessem construir as novas edificações seguindo as técnicas europeias, eles não conseguiam.

Isso porque a disponibilidade de materiais e de mão de obra no Brasil era outra, muito deficiente.

Ao longo do tempo, a arte desenvolvida nessa colônia portuguesa acabou apresentando suas próprias particularidades.

Neste artigo, você vai conhecer mais sobre a história da arquitetura no Brasil, desde as primeiras construções da arquitetura indígena até os dias de hoje. Acompanhe!


A história da arquitetura no Brasil

Além da influência dos índios e dos colonizadores europeus, a arquitetura no Brasil recebeu também a contribuição dos povos e da arquitetura africana.

Essa fusão de conhecimentos de diferentes culturas foi levada a todos os cantos do território através dos bandeirantes.

Mas é nas regiões mais distantes do litoral, onde a ação do Império não conseguiu penetrar, que prevaleceu a arte tipicamente brasileira.

O desenvolvimento da arquitetura e do urbanismo no Brasil se deu a partir de 1530, com o impulso das capitanias hereditárias.

Muitas vilas e cidades foram fundadas neste período, como Salvador.

Consequentemente, nesse início também foram construídos muitos palácios, igrejas, edifícios públicos e residências, tanto urbanas quanto rurais.

De todas as cidades brasileiras, São Paulo é a que mais registrou a transformação da arquitetura nacional.

Pequenas edificações de taipa foram substituídas pelas de tijolos. Depois, por estruturas de concreto armado – e a evolução ainda continua. Mas nada se compara a Brasília.

Pode-se dizer que a capital federal é o maior destaque da história da arquitetura no Brasil do século XX.

Um acontecimento que resumiria as especificidades de sua identidade.


Arquitetura indígena no Brasil

Mesmo sem tecnologias avançadas ou conhecimento técnico profissional, os índios brasileiros conseguiram, por anos, fazer construções impressionantes.

Cada tribo desenvolveu sua própria arte, com suas particularidades em relação ao modo de construir, a forma e o tamanho das casas.

Mas, em comum, todos se apresentaram adeptos a materiais vegetais, sendo a sua arquitetura, portanto, vernacular.


História da arquitetura brasileira
Índios Ticuna

Em todo o território brasileiro, ao longo de mais de 510 anos de história, muitas tipologias habitacionais indígenas foram registradas.

As principais construções sempre foram as “malocas”, um tipo de residência comunal onde quase toda a tribo mora.

Já as “ocas” são as casas individuais.

E todas essas ficam organizadas em aldeias, chamadas de “tabas”.

A maioria dos índios costuma distribuir suas construções de forma ortogonal, formando uma grande praça central na aldeia.

Suas malocas – circulares, elípticas ou retangulares – são divididas internamente pela estrutura do telhado em espaços de aproximadamente seis por seis metros.

E no corredor central, próximo à sustentação da cumeeira, fica a área reservada para a preparação dos alimentos.


A história da arquitetura brasileira
Aldeia Indígena no Brasil

A história da arquitetura no Brasil
Arquitetura no Brasil: Oca Indígena – Povo Cinta Larga

As casas indígenas brasileiras são feitas de estruturas de madeira, que são conectadas por sistemas de encaixes.

Seu fechamento é feito de fibras e folhas, timbó e sapé. E todas as amarrações das juntas são com cipós.

A maioria das unidades fica rente ao solo, mas, em regiões pantanosas, há registros de palafitas.

Tudo é feito pensando na proteção contra chuvas, ventos, ataques de inimigos e animais.